Textos

Dias certos

Talvez as pessoas pudessem ser como os ursos, e hibernassem.

Talvez assim isto da escrita pudesse ser como a fruta, e ter época própria.

Evitar-se-iam, assim, os conflitos entre o corpo que quer escrever todos os dias e a cabeça que nem sempre está para aí virada. Ou ao contrário, nem sei bem. Na verdade, talvez seja melhor que a escrita não tenha calendário, e que as pessoas não desapareçam durante três ou quatro meses. Tenho quase a certeza disso, mas que vos posso garantir eu? Isto hoje não está dia para escrever.

Hugo Picado de Almeida

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Textos

Em busca do contacto perdido

Fui esta noite contactado por alguém que, segundo creio ter percebido, procurava o meu livro numa livraria. Infelizmente, a chamada estava com má qualidade, cheia de cortes e outras das maleitas que por vezes atingem as comunicações telefónicas móveis, e quem me ligava falava de um número que o telemóvel apresentava como “desconhecido”, pelo que não pude devolver o contacto.

A última palavra que o ouvido me conseguiu resgatar por entre a estática que preenchia a ligação foi blogger, ou assim creio eu. Por isso, e na eventualidade da pessoa em causa ser leitor deste blog, agradeço o interesse e espero que possamos retomar o contacto, por telemóvel ou através deste espaço.

Obrigado,

Hugo Picado de Almeida.

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