Textos

Contigo, França

paris13

Hediondo. Repugnante. Execrável. Apenas algumas das palavras – arriscando passar por diminutivos – que podem começar a retratar este 13 de Novembro de 2015.

Seio da Igualdade, Liberdade e Fraternidade, cidade do amor, Paris levanta-se hoje como ferida aberta no coração da Europa. O momento, agora, é o de estar com a França e com os franceses, e de não nos permitirmos esquecer que por detrás dos números havia rostos e vidas. Desejos e famílias. Pessoas como nós que inusitadamente foram expostas a um terror sem par e que espero que nunca mais ninguém chegue a conhecer. Que o facto do acontecimento nos chegar pelos títulos dos media no lugar de balas não nos permita sentar a assistir à distância. É também o momento para tomarmos consciência de que o ataque o foi sobre cada um de nós e dos nossos países. Sobre os que defendem a Paz, a Igualdade e a Tolerância. Sobre a nossa sociedade e o nosso modo de vida. Sobre a Liberdade.

Outras reflexões surgirão depois. No imediato, fica no amargo da boca a noção de que a violência é subvalorizada, quando talvez seja ela mais do que nada a gizar o nosso mundo, e quando é ela o principal desejo nascido da revolta enlutada que se sucede aos atentados. Sei bem o quanto custa a um pacifista como eu admiti-lo.

Hugo Picado de Almeida

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