Textos

O louco e o escritor

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Já foi sobejamente dito que a loucura é estatística, e que portanto se as quantidades de loucos e sãos fossem invertidas, os encarcerados seríamos nós. Não é, porém, claro que não sejam os loucos quem voluntariamente baixa ao hospital para se isolar de nós, assim como não é muito claro o que faz de um louco um louco. Entre o escritor e o louco, por exemplo, talvez não haja muito mais do que construções sociais. Em que difere a narrativa do primeiro das construções do segundo?

Fica a noção de que talvez os loucos pudessem não o ser, se ao menos tivessem talento para a pontuação, bons conhecimentos de semântica e sintaxe, e uma compreensão profunda da gramática.

Hugo Picado de Almeida

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