Textos

A segurança da permanência

(Myrabella/Wikimedia Commons)

Place Dauphine, Paris (Myrabella/Wikimedia Commons)

Talvez o que me agrade nas grandes cidades seja a constância dos seus grandes edifícios. De todas as vezes que fui a Paris, a Torre Eiffel estava lá, os Jardins do Luxemburgo não se tinham movido um centímetro, a Notre Dame continuava na sua atalaia sobre o Sena, o Hôtel de Ville na sua praça e o Louvre no final das Tuileries. Até a silenciosa Place Dauphine, escondida à vista de todos, bem no centro, permanece sempre lá, passível de reencontro no mesmo sítio, sem hora marcada. Há conforto nessa permanência, sem dúvida. No reencontro que ela assegura mesmo que tudo o resto, na vida, se tenha tornado diferente. Bem vistas as coisas, talvez seja apenas a relativa imobilidade da arquitectura que torna possível a vida contemporânea nas grandes cidades.

Hugo Picado de Almeida
[Paris, 1 Novembro 2014]

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