Sem categoria, Textos

Do caderno #1

Um homem talvez se pareça bastante com uma chama. A chama não tem história que lhe possa valer. Não é seu senão o instante em que se liberta, foge de uma brasa enrubescida e desaparece, fugaz. Sem passado. Sem futuro. A adolescência e a velhice numa centésima de segundo. Assim como o homem, apenas feito do seu presente, livre, no desprendimento da fornalha de constrangimentos estrangeiros que o poderiam consumir. Tapar-lhe a boca, calar-lhe o oxigénio e extinguir-lhe a esperança. O homem e a chama são apenas o momento da sua acção.

Hugo Picado de Almeida

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