Textos

Fragmento de uma peça inacabada

PERSONAGEM SEM NOME UM: Sabes que gostava, muito simplesmente, de poder dizer-te que te amo.
PERSONAGEM SEM NOME DOIS: Mas não podes.
PERSONAGEM SEM NOME UM: Talvez não me levasses a sério.
PERSONAGEM SEM NOME DOIS: Julgas-me indiferente?
PERSONAGEM SEM NOME UM: Julgo que não me amas. Ou tento convencer-me disso para que não tenha eu de confessar-me.
PERSONAGEM SEM NOME DOIS: Supõe que te amo.
PERSONAGEM SEM NOME UM: Suponho, espero… É essa remota possibilidade que me impede o sono à noite e que me encosta a espada ao pescoço e as costas à parede. E se tu me amares e eu nunca chegar a perguntar-to?
PERSONAGEM SEM NOME DOIS: E se tu mo perguntares e eu nunca chegar a amar-te? Do que tens mais medo?
PERSONAGEM SEM NOME UM: E por que não mo perguntas tu? Por que não mo dizes tu?
PERSONAGEM SEM NOME DOIS: Porque talvez paixão nenhuma resistisse a tamanha facilidade.
Hugo Picado de Almeida

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