Textos

Vida e obra

Às vezes gostava que a cabeça me parasse. Que não emitisse mais do que um zunido surdo, impossível de alcançar, contínuo, que não deixasse espaço a mais nada.

Não distingo já o que desejo daquilo que simplesmente é e daquilo que efabulo sem que tenha, talvez, qualquer possibilidade de se dar. Na obra de um escritor, tudo é possível; na sua vida, não tanto assim. Eu, que vivo nessa vontade de me poder apelidar um, não sei já se as consigo ou se as quero distinguir, posicionar-me mais de um lado ou do outro, e, enfim, convencer-me de que uma tem mais constrangimentos do que a outra.
Hugo Picado de Almeida

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