Ficções, Música

Amsterdam

Esta noite fui assaltado por sonhos sombrios.
Eram dois, rostos cobertos por passa-montanhas negros, e armados com pistolas automáticas.
Levaram-me um dicionário Houaiss de sinónimos e antónimos e um CD do Brel, com a Amsterdam cantada ao vivo na faixa vinte.

Vejo agora como tudo se interliga: ainda ontem eu escrevia no Palavras ao Poste sobre o fim do Estado Social na Holanda, e agora ouço o Brel cantar sobre esse porto de Amesterdão, percorrido por duros e desbragados marinheiros e pobres prostitutas.

O que seria de todos nós sem o Brel, afinal?
O Chesterton disse um dia que, para uma ilha deserta, só levaria um manual de construção de barcos. Eu, para uma ilha deserta, talvez levasse apenas um CD do Brel, e esperaria que na ilha houvesse como o pôr a tocar. As músicas do Brel podem curar um homem de tudo.

Deixo que ele me prove certo (sigam o link para ver no youtube):

Hugo Picado de Almeida

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