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4 de Janeiro

São alguns os escritores que admiro, e Albert Camus é certamente um deles.

Assinala-se hoje o aniversário da morte de Camus. Hoje mesmo, dia 4 de Janeiro, o dia em que eu havia de nascer, 39 anos mais tarde, precisamente 1448 kms, em linha recta, a sudoeste de Villeblevin, vila onde nesse 4 de Janeiro de 1960 Camus viria a morrer, dentro do Facel Vega conduzido pelo seu editor, Michel Gallimard. Também como Camus, também eu publiquei o meu primeiro livro aos 22 anos. 

E a estas coincidências me agarro, pois que elas me permitem fazer engrossar os ombros e procurar legitimidade para ir à estante e trocar a ordem aos livros, fingindo que o «A» de Almeida e o «C» de Camus são consecutivos, e que o meu Cortejo pode seguir-se ao Estrangeiro dele, por exemplo. Posso assim acreditar que um dia terei o talento para lhe morder os calcanhares. Convém ter modelos que nos puxem os olhos para cima.

Dispenso, porém, imitá-lo nesse fatídico abraço inesperado e não consentido a uma árvore de Villeblevin. Espero que nestas coisas se possa escolher.

 

Hugo Picado de Almeida

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