Arte, Cultura, Literatura, Pensamentos

O bastião da leitura

Há cada vez mais pessoas a ler no Metro. E eu entre elas.

A única coisa que espero é que não tornemos o Metro no último reduto da literatura, como o carro se tornou para o rádio.
E, contudo, parece fazer sentido. A literatura é tantas vezes sovada e pisada que não é de admirar que se arraste pelo subsolo da cidade.

 

Hugo Picado de Almeida

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2 thoughts on “O bastião da leitura

  1. João Paulo Machado diz:

    Implode-me uma imagem de carruagens de subterrâneos de leitura. O Metro encerra o seu utente solitário numa cápsula de divórcio momentâneo com a paisagem urbana transportando-o para uma viagem sensorial ao outro lado negro da noite. Uma escuridão absoluta corre do outro lado da janela da carruagem entrecortada por estampidos metálicos do movimento ressoado pelos subterrâneos. A leitura (e o fechar os olhos) torna-se pois, num momento de esquecimento, de ausência de orientação no espaço físico, de abstracção do momento.

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