Literatura, Pensamentos

Coisas d’escritas #5: Parar/Apagar

Billy Collins dizia que um escritor encontra o seu estilo aprendendo aquilo que deve deixar de fora.

É algo que me lembro de sentir. Quando começou a acontecer, apercebi-me claramente disso. No momento desconfortável em que se decide apagar uma frase que, embora deliciosa, se sente que não tem espaço no nosso texto,aprende-se. Ou quando se rasga uma dada personagem, ou uma determinada cena, em prol do todo em construção.

Afinal, talvez um escritor se defina mais por aquilo que decide não escrever do que por aquilo que efectivamente escreve. É que, bem vistas as coisas, o que não se escreve é sempre muito mais do que aquilo que fica no papel.

Isto lembra-me o que o meu avô me dizia quando, há já muitos anos, me ensinou a andar de bicicleta: Andar depressa todos andam. O saber está no andar devagar.

 

Hugo Picado de Almeida

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2 thoughts on “Coisas d’escritas #5: Parar/Apagar

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