Arte, Crise, Cultura

«O regresso às Artes»

Cartoon de El Roto, no El País, 15 de Maio de 2012

Quando me lembro, gosto de ver os cartoons que se publicam diariamente nos jornais estrangeiros.

Em Portugal há falta de cartoons. Tirando o célebre — e com uma excelente qualidade no desenho — Cartoon do António (Expresso)não se usa nos nossos jornais esta tão interessante forma de abordar os assuntos, especialmente necessária em tempos de crise. O Bartoon do Público, e muitos outros, não são verdadeiros cartoons, pois o desenho é praticamente sempre decalcado do modelo original; o que importa neles é o texto, a piada escrita.

Esta ausência será, talvez, culpa dos «homens cinzentos», como noutra época lhes chamava D. H. Lawrence, ou do triunfo da crise que finalmente convenceu as pessoas de que este país não é para risos.

Que se faça, então, uso do desenho e da escrita para tentar explicar o mundo e, se necessário, fazer oposição aos domínios, sejam eles da espécie que forem: políticos, científicos, morais… (mas naturalmente os artísticos também). Era também esse, afinal, o significado do «regresso às Artes» de que já em 1993 Joaquim Cerqueira Gonçalves falava.

Eu escrevo porque acredito que sei escrever.
Quem souber desenhar, por favor faça-o, e faça-o já.

(Apercebi-me, a meio da redacção deste artigo, de que algumas ideias nasceram da conversa em que há dias me vi envolvido com o meu amigo Adalberto Fernandes. Fica aqui a nota.)

 

Hugo Picado de Almeida

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