Arte, Cultura, Música, Política

Le Déserteur

Ontem assinalou-se, pela primeira vez, o Dia Internacional do Jazz. Hoje o artigo nasce não de uma música jazz, mas de um dos mais apaixonados e talvez desconhecidos músicos do género: Boris Vian.

Para mim, Le Déserteur, o poema (musicado) de Boris Vian é talvez o mais bonito dos manifestos humanistas e anti-militaristas.

Podem encontrá-lo então cantado, com transcrição da letra, pelo próprio Boris Vian, aqui.

O poema termina assim, concluindo-se e atingindo o clímax da sua tese de forma excepcional:

«Et je dirai aux gens:
Refusez d’obéir
Refusez de la faire
N’allez pas à la guerre
Refusez de partir
S’il faut donner son sang
Allez donner le vôtre
Vous êtes bon apôtre
Monsieur le Président
Si vous me poursuivez
Prévenez vos gendarmes
Que je n’aurai pas d’armes
Et qu’ils pourront tirer»

Lanço, então, o desafio: Tentar lê-lo tendo em mente essa “união submissa” que nos pedem a um Le Président (ainda que um diferente desse de que Boris Vian falava) e a uma Kanzlerin, e ao seu “pacto de agressão”.

 

Hugo Picado de Almeida

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