Crise, Pensamentos

Almofadas

O Governo tem repetido, nos últimos dois dias, que já não há «almofadas».

Apesar de toda a discussão que a metáfora tem suscitado, parece-me que tal anúncio deveria ser até motivo de regozijo. Isto porque calculo que o Governo esteja naturalmente a referir-se àquelas almofadas que são usadas nas obras policiais, para aniquilar as boas vítimas, sufocando-as durante o sono, ou até para silenciar um tiro capaz de resultados bem imundos – algo, que, aliás, o Governo foi lesto em provar-se capaz.

Afinal, de que outras almofadas poderíamos estar a falar, quando parece ser cada vez mais difícil para os portugueses dormirem descansados, ou pelo menos sentirem que não têm – lá está – um qualquer têxtil pulviniforme a impedi-los de respirar?

 

Hugo Picado de Almeida

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