Arte, Cultura

Subversão

Ontem foi o Dia Mundial da Música, e o Sapo (através da Lusa) achou por bem publicar a seguinte notícia: Dia Mundial da Música: Indústria discográfica vive momento de agonia

Ora, quando uma notícia sobre o Dia Mundial da Música serve de propaganda da Associação Fonográfica Portuguesa – essa corja de falsos paladinos que, arrisco dizer, nem sequer gostam de música – contra a pirataria, percebemos de imediato o que se passa com o mercado da música em Portugal. Mais, quando, no âmbito deste dia, a própria AFP não faz qualquer menção ao Dia Mundial da Música e apenas à descida das receitas das editoras, percebe-se de que parte da música gostam eles.

A música não se reduz, felizmente, às editoras discográficas. A música é dos músicos, dos editados e dos não editados, dos conhecidos e de qualquer um que por prazer a toque e/ou componha, e é também dos que a ouvem, dos que a estudam. Este dia não é sequer o da música em Portugal, mas sim o da celebração da música, enquanto arte, em todo o Mundo. Aliás, se há coisa que este dia não deveria ser era o dia para falar das editoras discográficas. O Dia Mundial da Música deveria ser, na verdade, um dia de celebração da música, o dia da música gratuita e acessível a todos, porque é isso que «Mundial» quer verdadeiramente dizer: disponível para todos.

Hugo Picado de Almeida

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